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Mudança climática pode reduzir PIB do Brasil em 2,3% em 2050, diz Ipea

Norte e Nordeste são apontadas como as regiões mais vulneráveis. Recuo mínimo do produto interno foi estimado em 0,5% até meio do século.
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Brasil deve usar menos 1,5 bi de sacolas plásticas neste ano, diz Minc

A campanha de incentivo ao uso de sacolas reutilizáveis em supermercados deve fechar este ano com a economia de 1,5 bilhão de sacolinhas plásticas.

A estimativa foi divulgada no domingo (28) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Ele participou de um evento na praia de Ipanema, no Rio, quando foram distribuídos materiais de divulgação da campanha Saco é um Saco.

"No ano passado, foram menos 600 milhões de sacos plásticos lançados no meio ambiente. Nossa meta este ano é 1,5 bilhão", estimou Minc, dizendo que o total de sacolas plásticas fabricadas no país por ano é de 18 bilhões de unidades.

O ministro defendeu a utilização de sacolas retornáveis e condenou o uso abusivo das sacolinhas plásticas, que acabam indo parar no lixo, ajudando a aumentar os níveis de poluição nos rios, córregos e nos mares. Minc contou que existem inúmeros registros de animais mortos por ingestão (peixes, tartarugas e golfinhos) ou por se enrolarem em restos de sacolas plásticas.

Para reduzir o total de sacolas plásticas, Minc afirmou que é fundamental o engajamento das grandes redes de supermercados. Presente ao evento, o diretor de Relações Institucionais do Walmart, Carlos Ely, disse que a empresa incentiva faz um ano a troca das sacolas plásticas pelas de pano. Se o cliente trouxer a sacola de casa, ganha um desconto no preço final das compras, proporcional à quantidade de itens e equivalente ao valor das sacolas plásticas economizadas.

"Desde o início da campanha, nós já concedemos R$ 469 mil em descontos aos clientes. Nossa meta é reduzir em 50% o uso das sacolas descartáveis até 2013", destacou o diretor do Walmart, que possui 451 lojas espalhadas pelo país.

Fonte: Agência Brasil, no Rio
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Governo lança campanha para desestimular uso de sacolas plásticas

A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, apresentou dados, na semana passada, que mostram uma redução de pelo menos 600 milhões de sacolas plásticas desde o lançamento no Estado, em julho do ano passado, da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente e da secretaria fluminense. Nesse encontro, também foram abordados avanços e dificuldades durante o processo de implementação da lei.


 “Vamos intensificar a campanha Saco é um Saco também em áreas onde há muita aglomeração de pessoas, como nas praias, no Piscinão de São Gonçalo, no Maracanã, em dias de jogos. Enfim, o objetivo é esclarecer a população que as sacolas plásticas contribuem e muito na poluição do meio ambiente, pois esse material, quando descartado inadequadamente, leva até 500 anos para se decompor na natureza”, disse Marilene.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Fundação Verde, há movimentos para o fim do saco plástico principalmente na Inglaterra, Espanha, China, no Japão e na Alemanha, onde as bolsas são cobradas em supermercados. Mas a medida parece muito impopular e vista como uma prática de cobrança abusiva no Brasil.

O comércio do Rio teme que o consumidor fique insatisfeito com o fim do uso das sacolas plásticas sem uma alternativa barata e de fácil implantação. “No dia 15 de julho, o que vou falar para o meu cliente?”, indagou Josimar Salles, representante da rede Bramil de Supermercados, do interior do estado.

Para evitar que o consumidor sinta o impacto da falta de sacos plásticos nos supermercados, a rede Wal-Mart lançou o programa de desconto para clientes que não utilizarem as sacolas plásticas em suas compras. Para viabilizá-lo, a rede supermercadista investiu, no primeiro trimestre deste ano, recursos de R$ 700 mil. “E, com isso, conseguimos reduzir em 10%, ou seja, em 139 milhões, o número de sacolas plásticas na rede em todo o país”, afirmou o representante da rede Wal-Mart, Felipe Zacarin.

Desde que foram introduzidas no país, na década de 80, as sacolas plásticas passaram a ser reutilizadas pelos brasileiros para o acondicionamento do lixo. No Brasil, cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas são distribuídas por ano, sendo que cada cidadão brasileiro consome, em média, 800 delas por ano.

Fonte: Agência Brasil
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Empresas terão de pagar por poluição acima das metas

Empresas que lançarem na atmosfera quantidade de carbono acima de um limite a ser fixado pelo governo terão de comprar "títulos" no mercado brasileiro de redução de emissões, prevê estudo do Ministério da Fazenda. Esse novo mercado funcionará com certificados de redução de emissões de gases do aquecimento global, e os papéis também poderão ser comprados por investidores comuns.

O estudo, ao qual o Estado teve acesso, dá início à regulamentação das metas do clima. No final do ano passado, o governo anunciou corte entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono previstas para 2020, mas as metas ainda não saíram do papel. O modelo em discussão no Ministério da Fazenda parte da ideia de que haverá "tetos" de emissão de carbono para os diferentes setores da economia. Estão sujeitos a esse tipo de limite os setores de geração de energia, transportes, a indústria em geral e o agronegócio.

Por ora, as metas brasileiras de redução das emissões de gases de efeito estufa são genéricas. O maior nível de detalhe fica restrito à redução do desmatamento, de 80% na Amazônia e 40% no Cerrado. A partir do estabelecimento de tetos de emissão, as empresas que emitirem menos do que o limite ou atuarem na captura de carbono poderão vender "títulos de redução de emissões". Os papéis atestariam uma determinada economia de emissão de gases de efeito estufa, medida em toneladas de CO2 equivalente. Já as empresas que ultrapassarem o teto de emissões terão de recorrer à compra de créditos no mercado.

O modelo prevê a criação de uma agência de controle das emissões, no molde das agências reguladoras. Ela ficaria responsável por estabelecer os tetos mais detalhados de emissão e fiscalizar seu cumprimento. O primeiro alvo da regulamentação são as usinas térmicas que usam carvão e óleo diesel, fontes mais poluentes de geração de energia. Há pouco mais de um ano, o setor resiste à exigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para compensar parte das emissões por meio de reflorestamento e investimentos em energias renováveis.

Recentemente, parecer da Advocacia-Geral da União questionou a competência do Ibama. A saída para o impasse poderá se dar por meio do novo mercado de crédito de carbono. "O mercado é a forma mais eficiente e mais barata de fazer o sequestro de carbono, a aposta é no mercado interno", disse Nelson Machado, secretário executivo do Ministério da Fazenda.

"Não temos números, mas esse mercado promete", avalia a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Ela prevê que os principais planos setoriais de cortes de emissões serão objeto de consulta pública nos próximos meses e deverão estar concluídos antes da próxima cúpula do clima da ONU no México, marcada para dezembro.

Antes da criação da agência e do estabelecimento de tetos de emissão, Machado espera estimular o mercado voluntário de carbono. A primeira tentativa de leiloar créditos de carbono no mercado voluntário, no mês passado, na BEM&Fellowship, foi um fracasso. "Não houve compradores porque o mercado no Brasil não está organizado", avalia Machado.

O governo Lula anunciou metas "voluntárias" de corte de emissões de gases-estufa em novembro, pouco antes da conferência do clima em Copenhague. Para que as metas sejam postas em prática, um decreto presidencial terá de definir tetos de emissões por setores econômicos. A lei da Política Nacional sobre Mudança do Clima, sancionada em dezembro, prevê "estímulo" ao mercado brasileiro de redução de emissões.

Fonte: Folha de São Paulo
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Pelo novo Código Florestal, governo vai abrir mão de R$ 8 bilhões em multas aplicadas entre 1998 e 2008

O Novo Código Florestal além de conceder anistia aos desmatadores, segundo dados do Greenpeace, governo vai abrir mão de R$ 8 bilhões em multas aplicadas entre 1998 e 2008.

Depois de um ano de discussão, a Comissão Especial da Câmara aprovou ontem, por 13 votos a 5, a reforma do Código Florestal que prevê anistia para os proprietários rurais acusados de desmatamento ilegal até 22 de julho de 2008.

Pelos dados do Greenpeace, com o perdão, o governo vai abrir mão de R$ 8 bilhões em multas aplicadas entre 1998 e 2008 na Amazônia Legal. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) diz que não tem dados para calcular quanto deixaria de arrecadar.

(...) Pelo projeto, todas os proprietários multados por desmatamento ilegal até 22 de julho de 2008 serão perdoados, se aderirem ao Programa de Regularização Ambiental, compromisso de recuperação das áreas devastadas.

Em 22 de julho de 2008, entrou em vigor o decreto 6.514, que proíbe financiamentos por bancos estatais a proprietários acusados de extração ilegal de madeira. Para Aldo, o perdão devolverá à legalidade mais de 90% dos proprietários.
O relatório também prevê a redução das áreas de proteção às margens dos rios com até cinco metros de largura, de 30 para 15 metros. Hoje, a faixa mínima de vegetação ciliar não pode ser inferior a 30 metros.
O projeto ainda determina que as faixas da vegetação ciliar sejam calculadas a partir da menor borda (quando os rios estão mais estreitos). Pela lei em vigor, esses cálculos devem levar em conta as bordas maiores (quando o leito está cheio).

Para ambientalistas, a simples troca da expressão "borda maior" por "borda menor" significará uma das maiores brechas para o desmatamento. O relatório de Aldo livra pequenos proprietários de recompor vegetação nativa devastada até a promulgação da nova lei.

Pelo código, pequenos proprietários são os donos de imóveis de até quatro módulos fiscais — medida que varia com a região: na Amazônia, pode chegar a 400 hectares.

ONGS SE REUNEM EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE BRASILEIRO E DA PRODUÇÃO DE
ALIMENTOS SAUDÁVEIS:

NÃO AO SUBSTITUTIVO DO CÓDIGO FLORESTAL (Veja aqui o manifesto)


Fonte: O Globo
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Opine ao final do texto: o que deve mudar no Novo Código Florestal ?

As mudanças, no entanto, não promoveram o consenso. O texto foi criticado tanto por parlamentares ligados ao agronegócio quanto aos vinculados às causas ambientais. O debate foi acompanhado também por produtores rurais e militantes ambientalistas, que interrompiam as falas dos parlamentares com vaias e aplausos.

Sem acordo, fixou-se que somente na terça-feira (6) seria realizada a votação na comissão especial. A votação em plenário, segundo a previsão do próprio Aldo, deverá ficar para depois das eleições.

O relator afirma que a intenção do projeto é legalizar 90% das propriedades rurais brasileiras, que estariam na ilegalidade. O texto prevê uma espécie de anistia para quem recebeu multas por desmatamento. A anistia aconteceria após a regularização da propriedade. Nas pequenas propriedades, com área inferior a quatro módulos rurais, não será preciso recompor a área de reserva legal que foi desmatada antes da lei. Aldo destaca que seu texto proíbe o desmatamento por cinco anos após a publicação da lei. Ele determina ainda a realização de um “censo” das florestas brasileiras.

“O projeto zera o desmatamento, proíbe desmatar por cinco anos e preserva a flora nativa nas propriedades já existentes. Vamos fazer também um inventário e consolidar as áreas que já estão ocupadas pela agricultura”, resume o relator.

Fonte: Globo.com
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BORDEL OFERECE DESCONTO AOS CLIENTES QUE FOREM DE BICICLETA


Uma casa de diversão adulta encontrou uma maneira de atrair mais frequentadores, espantando a crise econômica, e ainda ajudar a frear as mudanças climáticas globais. Quem chega de bicicleta, ganha desconto. Segundo Thomas Goetz, dono do bordel “Maison D’envie”, a recessão atingiu em cheio os negócios. Consumidores que foram ao bordel pedalando, ou que provarem ter utilizado um meio de transporte público, recebem 5 euros de desconto sobre os tabelados 70 euros (mais de 150 reais) para 45 minutos.

Fonte: Assessoria
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Novo Código Florestal - Futuro sustentável?


Como seria fazer um país entender tais questões e argumentos: um lado os que querem a sua aprovação e mudanças e do outro lado, os que argumentam que está ainda pior do estava inicialmente proposto. Tudo isso sendo apresentado para as classes A, B, C, D e E, sabendo ainda, que, em todas elas existem uma parcela de pessoas que dependem de um lado e ou do outro.

Está muito difícil fazer todos compreenderem as entrelinhas do que debatem. Quanto mais os brasileiros se envolverem melhor. Afinal trata-se do que vamos preservar e do que vamos plantar para consumir, gerar exportações.

Ex-ministro Carlos Minc, do Deputado Federal Aldo Rebelo, Paulo César Ventura Mendonça presidente da Unicafes, entre outros, mas insisto que: cada leitor deva procurar se informar ainda mais, persistir no acompanhamento de desdobramentos, mas principalmente, tomar iniciativas que julguem positivas para o Brasil.

O Minc foi taxativo, num ato do Rio de Janeiro com a presença de representantes do MST e da Via Campesina, da Fetraf/CUT (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar) e da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), além de dirigentes de diversas ONGs.

“Não aceitamos que o Código Florestal Brasileiro seja descaracterizado.” 

“A proposta de alteração do Código da bancada ruralista é ruim, vai provocar mais desmatamento no país e comprometer a realização das metas brasileiras assumidas na ONU de redução das emissões de CO2”, disse o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Minc afirmou ainda que:" os ruralistas estão aproveitando alguns pontos do Código que ainda precisam ser aperfeiçoados para provocar pânico no setor, como se a atual lei inviabilizasse a produção agrícola." 

“Estudos científicos mostram que é possível dobrar a produção no Brasil sem se avançar sobre novas áreas verdes”, afirmou. Coordenador da Fetraf e presidente da União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária o Rio de Janeiro (Unicafes), Paulo César Ventura Mendonça, afirmou ser importante “juntar a sociedade do campo e da cidade para defender o Código Florestal e uma produção sustentável.”

Eu amo o Brasil. E quando assisto imagens das últimas chuvas em Pernambuco e Alagoas. Digo que não vi mata ciliar ao longo do rio, vi apenas casas, área urbanizada e muita área desmatada.

E essa é uma das questões que me deixa mais insegura com as mudanças propostas. Ou seja, deixar as responsabilidades para os estados e seguidos das cidades. Mas como um único rio que atravesse três ou quatro estados pode sofrer com 3 ou 4 legislações diferentes...?

Passar para as cidades em seus planos diretores? Penso que seria, em muitos casos, o mesmo que passar para lobos vestidos de ovelhas. Ou adequar leis certas para pessoas inadequadas e gananciosas gerenciarem.

O texto apresentado por Aldo Rebelo atribui mais autonomia aos estados para legislar sobre meio ambiente, retira a obrigatoriedade de reserva legal para pequenas propriedades e prevê que as áreas atualmente em uso para produção rural serão consideradas espaço consolidado da atividade agrícola.

O Deputado falou na TV que, se um proprietário de uma gleba ou uma determinada área, que tenha dois córregos na mesma, ele não tem onde plantar, ou criar, pela faixa de mata que, esse homem do campo tem de respeitar, por isso passar de 15 para 5 metros a faixa de proteção. Mas... Se uma pessoa tem dois córregos na área, o problema é que a área que a pessoa tem é pequena para o que ele quer plantar ou criar. E não o inverso. Ter córregos numa propriedade não é o problema, além de ser uma riqueza, o problema real são as dimensões da área, para o destino a ser dado: plantio ou pasto.

E o debate continuou na TV, mas não vi, em outros programas na TV, além da candidata à presidência Marina Silva, tocar nesse assunto. Defender uma posição de resistência às alterações.

Os partidos políticos: PV, PSOL e o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União divulgaram notas técnicas na quais criticam o parecer de Aldo Rebelo. A avaliação dos dois partidos e da entidade é que o texto representa um retrocesso na proteção ambiental.

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, O Deputado Federal Sarney Filho (PV-MA), afirmou que a bancada ambientalista vai usar de todos os recursos legais e regimentais para evitar que a proposta seja votada antes das eleições.

Esse parlamentar, que vai apresentar voto em separado, considera mais adequado votar o parecer após as eleições de outubro. Sarney Filho alerta para o risco de a disputa eleitoral prejudicar a discussão do tema.

Já para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Deputado Federal Valdir Colatto (PMDB-SC), "a proposta deve ser votada antes das eleições. Ele afirmou que a mudança do Código é um pedido da sociedade, e o Congresso assumiu o compromisso de votá-la."

Então pergunto: A sociedade pediu?

Veja aqui as disposições do novo Código Florestal

Fonte: Artigo Paisagismo
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Estudo científico comprova: áreas protegidas ajudam na redução de emissões.

No último mês de maio, um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) comprovou a eficácia das áreas protegidas da Amazônia na redução de emissão de carbono. Ficou demonstrado que as áreas protegidas foram responsáveis por 37% da redução do desmatamento entre 2004 e 2006. E que a criação de novas áreas poderá evitar a emissão de 8 bilhões de toneladas de carbono até 2050.

O Brasil se destaca no assunto. Desde 2003, o país foi responsável por 73% das áreas protegidas que foram criadas em todo o mundo. Apesar disso, ainda são necessárias novas áreas que cubram aproximadamente 2,5% do território nacional em área terrestre e 8,5% em área marinha. Só assim cumpriremos as metas para 2010 firmadas na Convenção sobre Diversidade Biológica – o principal fórum mundial para temas e questões relacionados à biodiversidade.

Muito já foi feito, mas é fundamental que o país garanta um
legado ambiental às futuras gerações.

Fonte: WWF-Brasil
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Matar a natureza é matar o lucro

As empresas descobrem que a biodiversidade significa dinheiro em caixa e que a saúde do negócio está vinculada à saúde do planeta

Até pouco tempo atrás, as empresas costumavam atrelar seu nome às causas verdes principalmente como estratégia de marketing. À medida que o mundo tomava consciência das questões ambientais, em especial a degradação dos recursos naturais, demonstrar preocupação com o planeta era uma forma de lustrar a imagem da companhia e atrair os consumidores para suas marcas. Essa relação entre o mundo dos negócios e a natureza avançou dramaticamente. Se antes as empresas patrocinavam o reflorestamento de uma área ou reciclavam seu lixo, colocavam a conta na lista de despesas, sem esperar retorno financeiro. Hoje, os custos de ações como essas vão para a lista de investimentos, já que podem significar lucros e crescimento nos negócios. Conglomerados como a General Electric, o Walmart e a IBM mantêm projetos de ecoeficiência e de preservação do ambiente porque os consideram estratégicos para a própria sobrevivência. O que mudou? Para entender o fenômeno, tome-se como exemplo a Coca-Cola, uma das marcas mais valiosas do mundo.

Há dez anos, quando anunciou uma série de investimentos inéditos em projetos ambientais, a Coca-Cola não estava preocupada com o derretimento das geleiras do Ártico nem queria salvar os ursos-polares ameaçados de extinção. Diante de estudos que apontavam para a crescente escassez de água doce no planeta, a empresa se convenceu de que ignorar o problema poderia ser perigoso para o futuro de seu negócio. A água é a principal matéria-prima para a fabricação dos mais de 3 000 produtos da marca. A companhia injetou bilhões de dólares na criação de métodos e programas de reutilização e tratamento de água em suas fábricas, em mais de 200 países. Os resultados começaram a aparecer recentemente. Em cada uma das 43 unidades brasileiras, gastavam-se 5,5 litros de água para produzir 1 litro de refrigerante. Hoje esse gasto é de 2,04 litros. A redução representa uma economia de 500 000 reais ao ano, por fábrica. "Com a população mundial perto dos 9 bilhões e a água cada vez mais escassa, não tínhamos outro caminho a seguir", afirmou recentemente o presidente mundial da Coca-Cola, Muhtar Kent, em entrevista à revista Forbes.

"O aquecimento global, a escassez de água, a extinção das espécies e o despejo de produtos tóxicos afetaram profundamente o funcionamento da sociedade e também o das empresas", disse a VEJA o economista Andrew Winston, da Universidade Princeton, consultor de grandes companhias para questões ambientais. "Pela primeira vez na história, os empresários deparam com limites de crescimento reais impostos por questões relacionadas à natureza", ele completa. O mundo dos negócios e o mundo natural estão inextricavelmente ligados. Todo produto que chega ao consumidor, seja um carro, um tênis ou uma xícara de café, tem origem na extração ou colheita de bens da natureza. Esses bens, a água, as terras cultiváveis, as florestas, são finitos. Justamente nesse ponto reside o maior desafio para as empresas. Desde a Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, o modelo econômico mundial privilegiou a produção em detrimento da preservação dos recursos naturais. Essa conta está sendo cobrada agora – e é bem cara. 


A destruição da biodiversidade nunca foi tão intensa. De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado no mês passado, mais de 60% de todos os ecossistemas do planeta estão ameaçados. Desse total, 35% são mangues e 40% florestas. Hoje, a demanda por recursos naturais excede em 35% a capacidade da Terra. Se a escalada dessa demanda continuar no ritmo atual, em 2030 serão necessárias duas Terras para satisfazê-la. Entre 2000 e 2005, a devastação das florestas na América do Sul foi de 4,3 milhões de hectares, 3,5 milhões deles no Brasil. De acordo com a ONU, só o desmatamento e a degradação de áreas de mangue causam um prejuízo anual de 2,5 a 4,5 trilhões de dólares à economia global. Equivale a jogar no lixo um valor próximo ao PIB do Japão, o segundo maior do mundo.


Nesta semana, em Busan, na Coreia do Sul, representantes de um conjunto de países estarão reunidos para discutir a criação de um grupo destinado a estudar as consequências das alterações na biodiversidade do planeta. Será um organismo semelhante ao IPCC, da ONU, que estuda as mudanças climáticas e seus efeitos. O material de trabalho do grupo a ser formado é o relatório "Aspectos econômicos dos ecossistemas e da biodiversidade", elaborado por treze países, entre desenvolvidos e emergentes, cuja última parte será divulgada em outubro. Estima-se que ele terá o mesmo impacto do estudo sobre as mudanças climáticas divulgado em 2006 pelo economista inglês Nicholas Stern, que norteou boa parte das pesquisas sobre o tema a partir de então. A criação da nova equipe se justifica porque os problemas na biodiversidade, em grande parte, ocorrem em pontos específicos do planeta, enquanto a questão do clima tem alcance global.

Calcular, em dinheiro, o prejuízo da destruição dos recursos naturais não é tarefa fácil. Primeiro, é preciso atribuir um valor monetário a toda a biodiversidade da Terra. O economista Robert Costanza, da Universidade de Vermont, foi o primeiro a fazê-lo. Em 1997, ele concluiu que a biodiversidade do planeta valia 33 trilhões de dólares. São 45 trilhões de dólares, em valores atuais. Para chegar a essa quantia, estimou-se quanto custariam os serviços prestados gratuitamente pela natureza ao homem, como a água limpa, o solo fértil para plantio de alimentos, a purificação do ar pelas florestas, a polinização e outros recursos naturais. Foram avaliadas dezessete categorias, que ganharam o nome de serviços ambientais. "A conta é complicada e pode implicar erros pontuais, mas até agora é a única maneira eficiente que os ambientalistas e economistas encontraram de mostrar para a sociedade e para as empresas quanto está sendo desperdiçado", diz Ernesto Cavasin, especialista em sustentabilidade, da consultoria PricewaterhouseCoopers.

A criação de índices de sustentabilidade nas principais bolsas de valores do mundo reflete a valorização das companhias verdes. Quando o mercado de capitais, centro financiador do desenvolvimento econômico, cria um índice, dá um recado explícito às empresas do que ele procura. Nesse caso, o mercado deixou claro que a agenda socioambiental não pode ser ignorada pelas empresas que querem prosperar. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o índice de sustentabilidade (ISE), criado há cinco anos, mostra resultados melhores do que o índice tradicional. No ano passado, as ações medidas pelo índice Ibovespa subiram 18,5%, enquanto as medidas pelo ISE da Bovespa aumentaram 24,7%. Atualmente, 34 empresas integram essa carteira de ações. "O mundo financeiro se move de acordo com a sua percepção de risco. Aos olhos dos investidores, a falta de preocupação ambiental de uma companhia denota falta de zelo com o próprio patrimônio", explica Sônia Favaretto, diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa.

Há quinze anos, a Sadia começou a ter problemas com as fazendas que lhe fornecem os porcos para a produção de alimentos industrializados. Os ambientalistas queixavam-se de que o dejeto dos animais, rico em metano, um dos principais gases do efeito estufa, era descartado no ambiente sem controle algum. As reclamações trouxeram muitas dores de cabeça para a Sadia, mas a companhia conseguiu tirar vantagem da situação. Primeiro, desenvolveu uma técnica para transformar os dejetos em adubo e depois em energia elétrica. O metano, quando queimado, tem o seu impacto na atmosfera reduzido em 21 vezes. Com 1 086 suinocultores parceiros do projeto, a Sadia pretende, agora, lucrar com a iniciativa com a venda de créditos de carbono.

Um marco na adesão das empresas à economia verde se deu em 2005, quando a General Electric e o Walmart, duas das maiores empresas do mundo, começaram a reformulação em seus negócios. A GE lançou uma linha batizada de Ecomagination, inicialmente com dezessete produtos. Eles aliavam um menor custo de produção a um menor impacto no ambiente. Hoje, a linha conta com oitenta produtos, que vão de lâmpadas fluorescentes a motores de trem que emitem menos CO2 e consomem menos água. Em 2008, a empresa lucrou, só com a linha verde, 17 bilhões de dólares, 21% a mais do que no ano anterior. Com o lema "Aqui preservar é um bom negócio", o Walmart começou uma transformação no modelo tradicional de varejo. Dizendo-se preocupado com o futuro do planeta, o então presidente mundial da rede, Lee Scott, anunciou que a empresa deveria, a longo prazo, utilizar em suas lojas 100% de energia renovável, reduzir a zero a produção de lixo em sua operação e vender apenas produtos que não ameaçassem a natureza. Desde então, a maioria das lojas do Walmart conseguiu economizar 25% de energia. No Brasil, 140 das 388 lojas encaminham seus resíduos para reciclagem. Eles são transformados em ração para animais ou adubo.

Os caminhos até uma economia verde e sustentável começaram a ser traçados na década de 70, quando os efeitos danosos da industrialização no ambiente se tornaram mais visíveis. Em 1987, a expressão desenvolvimento sustentável foi definida no relatório "Nosso futuro comum", também conhecido como Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU. Surgia a ideia de que o desenvolvimento não deveria implicar riscos à natureza a ponto de prejudicar as gerações futuras. No decorrer da década de 90, com as discussões em torno do aquecimento global, a sociedade começou a pressionar as instituições financeiras para boicotar grandes poluidores. Surgiu assim, em 2002, o tratado Princípios do Equador, a primeira intervenção real do setor econômico na questão da preservação da natureza. No acordo, dez dos maiores bancos do mundo se comprometeram a não emprestar dinheiro a empresas que desprezassem as preocupações com o ambiente em suas atividades. Era questão de tempo para que, ao longo da década, as empresas de todos os ramos de atividade descobrissem que destruir a natureza é reduzir seus próprios lucros.

Varejo sem desperdício 





No ano passado, a rede de supermercados Pão de Açúcar investiu 60 milhões de reais em iniciativas sustentáveis. As mais vistosas são as sete lojas verdes (acima) espalhadas pelo país. Elas são equipadas com lâmpadas de LED, mais econômicas. Os tetos têm um revestimento especial para manter a temperatura estável no ambiente, reduzindo o consumo de eletricidade com ar condicionado. Já os carrinhos dessas lojas são feitos de garrafas PET recicladas. Juntas, as unidades proporcionam ao grupo uma economia de 140 000 reais por mês
 










 O executivo mais verde do mundo



Jeffrey Immelt, que em 2001 assumiu a presidência mundial da General Electric no lugar do lendário Jack Welch, está à frente da maior reformulação da história da companhia. Ele é o idealizador do selo verde Ecomagination, que hoje conta com oitenta produtos. Eles vão de lâmpadas fluorescentes a turbinas (acima) que emitem menos gases do efeito estufa


  O plástico de cana-de-açúcar


A petroquímica Braskem, no Rio Grande do Sul, anunciou no ano passado a criação do polietileno feito com cana-de-açúcar (acima). Essa é uma das resinas mais utilizadas na fabricação de embalagens flexíveis e normalmente é feita com petróleo. Somente na construção da fábrica do novo produto (à dir.) foram investidos 500 milhões de reais. O polietileno de cana começa a ser produzido em escala industrial a partir de setembro



Fonte: Veja.com
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Redd pode reduzir desmatamento na Amazônia em 50%, diz pesquisa

O desmatamento na Amazônia brasileira entre 2008 e 2019 poderia ser reduzido pela metade se fossem investidos cerca de US$ 6 bilhões (R$ 11,1 bilhões) em serviços de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, conhecidos como Redd, considerando o valor atual do preço do carbono por tonelada, que é de cerca de US$ 3 (R$ 5,5).

Entenda o que é Redd

A estimativa é resultado do estudo Pagamentos Diretos para a Conservação na Região Amazônica Brasileira - Implicações do Alcance e da Participação, publicado há cerca de um mês por pesquisadores alemães e brasileiros do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor, na sigla em inglês), do Centro Mundial Agroflorestal e da Universidade Federal do Pará (Ufpa).

De acordo com Jan Börner, um dos autores da pesquisa, a previsão considera apenas o potencial econômico dos pagamentos por serviços ambientais. "O potencial é grande, mas depende de regularizar a questão fundiária porque, para implementar pagamentos por Redd, existe a condição de ter direito exclusivo da terra, o que só ocorre em 25% dos casos", diz ele.

A pesquisa também simulou como seria feita a distribuição de renda em diferentes aplicações de Redd na Amazônia brasileira. "O serviço pode pagar um valor para todos ou, por exemplo, quem tem mais floresta poderia receber mais do que quem tem floresta degradada", diz Börner.

Levando em conta a questão financeira, a conclusão da pesquisa foi de que os pagamentos por serviços ambientais, se começassem a ser implantados agora, beneficiariam sobretudo grandes proprietários. Para os pesquisadores, grandes poprietários têm mais de 100 hectares de terras e suas áreas desmatadas são, geralmente, maiores do que 20 hectares. São eles, segundo a pesquisa, os responsáveis por 80% do desmatamento nos últimos anos.


Börner destaca o Programa Terra Legal, vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Agrário, como uma forma pragmática de resolver a questão fundiária de pequenas propriedades. "Mas o problema é maior para desmatamentos em grande escala, que muitas vezes acontecem em terras griladas e em função de poderosos interesses econômicos", diz o pesquisador.

Por meio de um sistema na internet, ainda em fase de teste, os pesquisadores permitem que qualquer um possa calcular que investimentos seriam necessários para preservar determinadas áreas na floresta. Para saber isso, basta entrar no site de apoio da pesquisa e selecionar a área direto em um mapa.

Do Globo Amazônia
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Bunge recebe prêmio mundial de sustentabilidade por embalagem

O pote biodegradável da margarina Cyclus Nutrycell, lançado de forma pioneira no Brasil pela Bunge em 2009, vai receberá nesta terça-feira (1º) o prêmio "The Sustainability Award Gold" concedido pela WPO - World Packaging Organization, entidade mundial do setor. O prêmio é destinado aos desenvolvimentos mais significativos em embalagens sustentáveis, e é concedido em três categorias: bronze, prata e ouro, para iniciativas relevantes nos diferentes setores da economia. A Bunge conquistou o prêmio máximo, a medalha de ouro.
Nesta premiação, o júri, formado por representantes de 14 países associados à WPO, avaliou 237 casos de 35 países, inscritos a partir da premiação em nível nacional - o pote de margarina da Bunge já havia sido premiado no Brasil pela Embanews e pela ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) que escolheu a Bunge como a Empresa do Ano de 2009. Os prêmios são concedidos a partir do consenso do júri que a embalagem representa um avanço real e é a melhor inovação em sua categoria, a partir de dez critérios como: facilidade de descarte, benefícios à sociedade, menor uso de energia e materiais, reciclagem, redução de peso e informação aos usuários.

Preparado com o uso de resina PLA (poli-ácido láctico), o pote da margarina Cyclus Nutrycell se degrada em 180 dias em condições adequadas de compostagem, sem contaminar o solo. Para se ter uma idéia do quanto isso significa, basta lembrar que uma embalagem plástica comum pode levar mais de 100 anos para se degradar.

A resina PLA é obtida a partir de matéria prima renovável, por fermentação do amido de milho. Além de atender às normas de biodegradabilidade e compostabilidade do Brasil (ABNT 15448), Europa (EN 13432) e Estados Unidos (ASTM D6400 e ASTM D6868), a embalagem Cyclus recebeu a certificação do Instituto de Produtos Biodegradáveis (BPI) nos EUA.

Segundo a WPO, a premiação concedida à Bunge, e outras empresas em diferentes segmentos, mostra os crescentes avanços do setor de embalagem no mundo e serve de referência para outras organizações.

"A sustentabilidade é um dos principais valores que guiam a atuação da Bunge em todo o mundo. A empresa orgulha-se de ser pioneira no país a buscar, com sucesso, a substituição de embalagens tradicionais por embalagens biodegradáveis em um segmento alimentício tão importante quanto o de margarinas e cremes vegetais. Este Prêmio da WPO na categoria Ouro é mais um estímulo para continuarmos na busca da sustentabilidade", acrescenta Steven Rumsey, PhD, Gerente de Pesquisa & Desenvolvimento da Bunge Brasil.

Presente no Brasil desde 1905, a Bunge é das maiores empresas de alimentos e do agronegócio do País, atuando de forma integrada, do campo à mesa. É uma das maiores exportadoras atuando também nos setores de açúcar, bionenergia e fertilizantes. Está em 16 estados brasileiros, possuindo hoje cerca de 17 mil colaboradores e centenas de unidades, entre indústrias, centros de distribuição, silos e instalações portuárias. Na área de alimentos, suas marcas mais tradicionais e conhecidas dos consumidores brasileiros são Delícia, Primor, Cyclus, Salada, Soya e Bunge Pro- esta última dirigida exclusivamente para o segmento de food service.



Fonte: ABERJE
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Walmart comemora o resultado de programa de gerenciamento de resíduos

O Walmart Brasil comemora o resultado de mais uma boa prática. Levantamento feito pela empresa registrou que de todo o resíduo gerado por suas lojas no ano de 2009, mais de 40% deixou de ir para os aterros sanitários, sendo tratado ou reciclado por meio do programa "Impacto Zero" – o programa de gerenciamento de resíduos da empresa.

O programa, implantado e em desenvolvimento em suas 440 lojas, tem como objetivo reduzir a geração de resíduos sólidos por meio da melhoria dos processos operacionais das unidades, englobando o tratamento dos resíduos em compostagem de orgânicos, ração animal, reciclagem de plásticos, papel e papelão, metais, pilhas e baterias entre outros tipos de resíduos.

Cerca de 1800 funcionários já participaram do treinamento desenvolvido pela rede para o melhor gerenciamento dos resíduos em loja. O objetivo global da empresa para o futuro é reduzir em sua totalidade o envio dos resíduos de suas operações para aterros sanitários.

Fonte: ABERJE

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Áreas protegidas na Amazônia evitam emissão de 8 bi de toneladas de carbono

Gases de efeito estufa lançados pelo mundo inteiro durante um ano somam uma quantia de poluentes que poderia ser compensada com a proteção de apenas uma parcela do território amazônico. Tal parcela abrange todas as áreas protegidas da Amazônia, que poderiam evitar a emissão de até 8 bilhões de toneladas de carbono para os céus antes de 2050.

A conclusão é de um novo estudo conduzido por Britado Silveira, diretor do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFGM), e outros 12 especialistas. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (26) pela revista científica americana PNAS.

O estudo avaliou as 595 Unidades de Conservação estaduais e federais da Amazônia. Terras indígenas e áreas militares, como a da reserva da Serra do Cachimbo, também foram inclusas nessa conta. São territórios, segundo o estudo, que abrigam 54% do que resta de floresta na Amazônia e que contêm 56% do carbono disponível na floresta. A área equivale a cerca de 3,4 milhões de quilômetros quadrados.

A quantidade de terras protegidas na Amazônia cresceu cerca de 700 mil quilômetros quadrados entre 2002 e 2009, de acordo com a pesquisa. Para garantir a fiscalização dessas áreas, Britaldo Soares estima que seria necessário investir de US$ 3 bilhões (R$ 5,5 bilhões) a US$ 9 bilhões (cerca de R$ 16,6 bilhões).

Segundo Soares, parte desse custo poderia ser compensado por meio de um acordo climático internacional baseado em incentivos a países que implementem pagamentos por Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, mais conhecidos como Redd.

Do Globo Amazônia, em São Paulo
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Polêmica Hidrelétrica

Como leitor assíduo do blog da Orgânica, você deve ter visto a postagem que fizemos sobre o licenciamento da nova hidrelétrica a ser construída na região de Belo Monte, no Pára. Pois, então, veja agora a polêmica repercussão deste caso.

Apesar do retorno positivo, em algumas esferas, para o governo Lula devido aos programas sociais desenvolvidos, o setor ambiental ficou de lado quanto à insistência do presidente em querer construir a hidrelétrica diante de tantas oposições.

Apesar de o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, dizer que o projeto da construção da hidrelétrica de Belo Monte seria um dos melhores investimentos em energia para o país por ser mais barata, menos poluente, a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a terceira hidrelétrica do mundo tem causado muita polêmica a respeito da questão ambiental, há mais de 20 anos, desde a época da ditadura.

Uma das causas da polêmica, promovida pela forte pressão de ambientalistas e algumas comunidades indígenas, é a injustiça que o governo federal está fazendo contra 1.241 propriedades rurais, inundando-as a partir da construção da hidrelétrica.

Já a outra polêmica seria voltada para questões ambientais, inundação de 51.600 hectares de Floresta Amazônica, com um espelho d’ água de 516 km2, desvio do rio com a construção de dois canais de 500 metros de largura e 30 quilômetros de comprimento, deixando 100 quilômetros de leito seco, submergindo a parte mais bela do Xingu, a Volta Grande e um terço de Altamira, com um custo entre R$ 17 e 30 bilhões, desalojando 20 mil pessoas para produzir 11.233 mw de energia no tempo das cheias (quatro meses) e somente 4 mil mw no resto do ano e, por fim, transportá-las até 5 mil km de distância.

Mas, visto isso, o Ministério do Meio Ambiente tratou logo de minimizar os impactos ambientais da futura obra exigindo investimentos de R$ 1,5 bilhão em prevenções dos prejuízos:

- Não é compensação ambiental. São mitigações, contrapartidas, precauções, disse o ministro.
Ele acrescentou que o desafio do Brasil é o de ampliar suas fontes renováveis de energia para evitar aumento de emissão de gás carbônico.

- Todo mundo está olhando, por isso tomamos um cuidado muito grande, comentou Minc, que ainda lembrou que o projeto original previa quatro hidrelétricas no rio Xingu e que, ao longo dos anos, a meta foi reduzida a uma usina, a de Belo Monte.

Inicialmente, a previsão de área alagada para a construção de Belo Monte era de 1,5 mil km2, mas, observou o ministro, foi reduzida a 500 km2 - metade da qual já é alagada todos os anos, com a cheia do rio.

Por Karlla Gelabert

Fonte: Coluna de Leonardo Boff no Jornal do Brasil
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ONU ajuda países pobres a reduzir as emissões do efeito estufa

As indústrias que consomem energia, de forma desenfreada, vêm se intensificando significativamente nos países em desenvolvimento. Por conta disso, a ONU elaborou um projeto voltado para um plano tecnológico que capture e armazene as emissões de gases do aquecimento global. Esse projeto seria um passo crucial para ajudar os países pobres a se adaptarem à nova situação climática e, principalmente, evitar alterações climáticas perigosas.

- Há ainda lacunas a serem preenchidas no conhecimento significativo em direção a uma implementação comercial da captura e armazenamento de carbono (CCS - Global Carbon Capture e Storage Institute), especialmente na indústria, disse, em Viena, o Diretor-Geral das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), Kandeh K. Yumkella, ao anunciar o mapa global de tecnologia para CCS para processos industriais.



- Esse projeto vai ajudar a superar estes obstáculos através do desenvolvimento de um roteiro de tecnologia para CCS em diferentes setores da indústria, e ajudar os países em desenvolvimento na sua transição para uma economia de baixo carbono.



O projeto vai proporcionar uma visão do armazenamento CCS industrial até 2050, a ser implementado em estreita cooperação com a Agência Internacional de Energia (AIE), uma organização intergovernamental que atua como conselheiro de política de energia para 28 países mais industrializados. O roteiro vai informar aos responsáveis políticos e aos investidores sobre o potencial do CCS e as metas concretas que precisam ser realizados para averiguar essa potência.



Estudos recentes fazem com que os cientistas acreditem que é necessário, para evitar alterações climáticas perigosas, uma maior contribuição da CCS, com cerca de 20% da redução global necessária para metade dos gases do efeito estufa até 2050.



Segundo a UN News Centre, embora tenha havido um esforço significativo para avaliar essa tecnologia, no contexto da geração de energia, consideravelmente menos atenção tem sido dada às aplicações industriais, apesar do potencial significativo de redução das emissões.



Nick Otter, chefe do Instituto Global CCS, observou que muitas pessoas pensam da CCS como uma opção de mitigação de gases com efeito de carvão em centrais elétricas apenas.



- Eles não percebem que o CCS é uma opção de mitigação de gases com efeito de qualquer fonte de grandes empresas industriais de CO2. Há, portanto, uma necessidade para o setor industrial de uma análise específica, disse ele, que ainda afirma – Os países em desenvolvimento precisam ser parte da solução, por isso é essencial que eles estejam envolvidos.

Por Karlla Gelabert



Fonte: UN News Centre

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